Quarta-feira, 6 de Agosto de 2008

Acalmia

Aqui está a mais "recente" montagem do 180l, o ou a Acalmia, ainda não me consegui decidir. O equipamento estava reunido e testado, o qual vou dar relevo mais tarde ao difusor de co2, já bem conhecido das montagens do Filipe Oliveira a.k.a FAAO e, já com a flora reunida, faltava decidir certos pormenores no layout.


Equipamento
  • aquário Natural Aquário 90x45x45 cm com vidro de 10mm
  • 2x filtro eheim professional 2224
  • Reactor co2 ELOS REA50 (alimentado por eheim professional 2224)
  • termostato jagger 150w
  • calha diy 4x39w T5 (2x 6500k + 2x 8000k)
  • Lily Pipes de entrada e saída da Natural Aquário



Sempre gostei de montagens com um hardscape em pedra, com um toque de iwagumi e, digo toque porque único elemento de iwagumi que o layout tem são as pedras... Já um pouco farto de ver sempre as mesmas pedras, decidi recorrer aos serviços da Natural Aquário e adquirir uns bons kgs de Seiryu Stone, mais ou menos 22 kgs para ser exacto. Mas o uso deste tipo de pedra não me chegava para marcar a diferença e, porque não, formar uma pequena enseada de areia, bem recortada e vincada, que tanto gosto de observar.
Desta mistura de elementos resultou, na minha modesta opinião, um layout fluido, em crescendo da direita para a esquerda.





Como já deu para perceber, utilizei a akadama da montagem anterior. Como tive uma boa experiencia com a mesma e, não notei a mínima alteração, com a idade, a nível de granulosidade e de resistencia, a razão lógica falou mais alto. E assim foi plantada a flora, Hemianthus callitrichoides 'Cuba' como planta principal, Eleocharis Vivipara atrás das pedras do lado esquerdo e, alguma Eleocharis Aciculares para melhor fazer a transição entre a cuba e a vivipara.

E 6 meses passaram...



Ainda tenho muito trabalho pela frente até poder dizer está quase!.Mudar a areia por uma mistura de sílica e areia de rio quer para impedir que tenha o tom amarelado da areia de reio, quer o tom branco em demasia da areia de sílica, limpar certas zonas do vidro que ainda apresenta algas antigas, promover a limpeza das pedras, escolher e colocar um fundo., que provavelmente será um tom claro, talvez branco...
Mas apesar de todo este trabalho em mente, sempre que me sento em frente do aquario, sinto a mesma sensação de calma e tranquilidade que tanto me agrada.

Não podia ter escolhido melhor nome para o projecto! Acalmia

Taxiphyllum spec Flame

Sim... os troncos do Musgôlia já estão bem ensopados e parecem pedras no fundo. Mas isso é o menos, visto que as altas temperaturas que temos sentido não foram propriamente agradáveis para a flora e, vamos a ver se consigo recuperar algum musgo.
Como só falta analisar um elemento da flora do Musgôlia, o Taxiphyllum spec Flame, mais conhecido simplesmente por flame moss. É um musgo engraçado, do seu verde vivo que cresce em direcção à luz, perfeitamente vertical (dai o nome de flame, ou chama em português), que, embora fique amarelado com a alta temperatura, dá-me a sensação de que não morreu, está vivo, mas fragilizado.


Dificuldade: Fácil
Necessidade de Luz: Baixa - Alta
Temperatura: 15ºC - 25ºC
Estrutura da planta: Musgo
Gênero: Taxiphyllum
Região: Ásia
Tamanho: Sem limite de crescimento
Ritmo de Crescimento: Médio





O Taxiphyllum spec Flame é uma das novidades do mundo da aquariofilia no que trata a musgos. Tal como os restantes musgos já apresentados está a ter uma aceitação muito grande na comunidade, quer pela sua beleza, quer pela facilidade de manutenção, quer pelo estranho comportamento de crescer na vertical, em direcção à luz, o que dá um efeito fantástico quando está agarrado a um tronco ou a uma pedra.

Ao nível de condições necessárias para manter este musgo, podemos dizer que é mais do mesmo. Cresce bem em qualquer luz, gosta e agradece co2 mas é perfeitamente possível dispensar o mesmo e, agradece muito aguas mais frias. A uma temperatura de 20º apresenta um verde e uma velocidade de crescimento simplesmente fantásticas. Infelizmente apenas consigo ver isso em pequenos recipientes que tenho e não no Musgôlia em si. Vou ter de colocar o aquário numa divisão mais fresca senão não consigo manter a sua flora devido às temperaturas que exigem. Já tenho ventoinhas para colocar no mesmo, mas acho que prefiro simplesmente deslocar para outro sitio.
A sua poda deve ser realizada regularmente, para impedir que a parte de musgo agarrada ao inerte não apanhe luz e desta forma não apodreça e, para estimular o crescimento do mesmo.

Domingo, 13 de Julho de 2008

Taxiphyllum spec spiky

Enquanto os troncos do Musgôlia não afundam, sim ainda não afundaram completamente... vamos ver mais um elemento da sua flora, o Taxiphyllum spec spiky, mais conhecido simplemente por spiky. Este é um musgo que me tem surpreendido quer pela beleza do seu verde, quer pela sua velocidade de crescimento, tendo em conta as condições oferecidas.


Dificuldade: Fácil
Necessidade de Luz: Baixa - Alta
Temperatura: 15ºC - 30ºC
Estrutura da planta: Musgo
Gênero: Taxiphyllum
Região: Ásia
Tamanho: Sem limite de crescimento
Ritmo de Crescimento: Médio





O Taxiphyllum spec spiky é um dos "novos" musgos da aquariofilia. Está a ter um sucesso considerável, quer pela sua beleza, quer pela facilidade de manutenção. A este nível, podemos dizer que praticamente todas as condições são boas para este musgo, embora o mesmo tenha preferência por aguas mais frias. O co2 vai aumentar o ritmo de crescimento, mas é perfeitamente dispensável.
A sua poda deve ser realizada regularmente, para impedir que a parte de musgo agarrada ao inerte não apanhe luz e desta forma não apodreça e, para estimular o crescimento do mesmo.

Quarta-feira, 9 de Julho de 2008

Monosolenium tenerum

Enquanto os troncos do Musgôlia não afundam, nada melhor do que analisar a flora colocada. Vamos então começar pelo Monosolenium tenerum, erradamente conhecido por "Pelia" ou "Pellia". Não sou botânico mas sou curioso e como tal nada melhor que uma pesquisa sobre esta planta.


Dificuldade: Fácil
Necessidade de Luz: Baixa
Estrutura da planta: Musgo
Família: Monoseleniaceae
Gênero: Monosolenium
Região: Ásia
Tamanho: Sem limite de crescimento
Ritmo de Crescimento: Médio
Pode ser criada emersa: Sim




Como se pode ver a Monosolenium tenerum é uma planta nativa da Ásia, segundo consegui apurar bastante rara em estado selvagem e sempre encontrada em estado emerso.
Foi introduzida no mercado, em 2002, pela Tropica como Pellia endiviafolia no ano de 2002. Mais tarde foi classificada como Monosolenium tenerum.

Esta planta faz lembrar a Riccia fluitans, mas muito maior, menos exigente e, tem a "vantagem" de ser mais densa que a agua e de se conseguir fixar a inertes. Segundo o que tenho lido, o tenerum desenvolve-se em praticamente todas as condições, mas se estiver estabilizado num aquário com alguma luz, co2 e uma fertilização rica em fostato, esta desenvolve-se de forma mais rápida e mais bela.
Como é óbvio, esta planta demora o seu tempo a se fixar, sendo necessário prender a planta com fio ou com rede. A sua poda é simples, podendo-se dividir sem problemas. Só é necessário ter-se em atenção aos pedaços que se soltam, pois como ja foi dito o tenerum não flutua e pode invadir áreas não desejadas. Como referencia vou deixar a página da Tropica, que possui um excelente artigo: Monosolenium tenerum (erroneously “Pellia”)

Sábado, 5 de Julho de 2008

Musgôlia - O inicio

Desde sempre tive a ideia de embargar num projecto dito lowtech, pouco equipamento, luz reduzida, fertilizações quase inexistentes, enfim, uma excelente oportunidade para começar a experimentar musgos, tendo como ideia um aquário para invertebrados. E nada como meter mãos à obra...

Após uma pequena busca pela casa reuni o equipamento essencial para um aquário deste tipo, encontrei a areia de sílica preta e o tronco ramificado, que há muito já pediam ser postos em acção. Faltava o essencial, o aquário propriamente dito. Passado uns dias cá estava ele, um cubo de 35 cm de aresta, proveniente da natural aquario. Assim sendo, vamos recapitular:

  • Cubo 35 cm de aresta em vidro de 5mm
  • Calha de suporte lateral com lampada PLL 11W 6500k
  • Filtro eheim liberty 2041
  • Areia de sílica preto
  • Tronco ramificado
  • Xistos



A nível da flora como já referi, nada melhor para um lowtech que os musgos, capazes de dar aquele aspecto natural e selvagem que tanto aprecio. A escolha recaiu sobre três espécies, que dentro em breve prometo dar mais evidencia. O meu agradecimento à jardim submerso que sem a sua disponibilidade muito dificilmente conseguiria arranjar em tempo útil a flora que queria.

  • Monosolenium tenerum
  • Taxiphyllum spec Flame
  • Taxiphyllum spec spiky


Após experimentar alguns layouts, este foi o que mais me atraiu. Vai ser uma boa base para experimentar o crescimento da flora e tem bastantes espaços abertos para poder alimentar os invertebrados e apreciar os mesmos. Já se pode ver Monosolenium tenerum no que vai ser os seus locais de crescimento, quanto ao resto... mal os troncos afundem e o layout esteja definitivo surgirá a devida actualização.



Sábado, 1 de Setembro de 2007

Ribeiro verde - 1 de Setembro de 2007

Após um período atribulado por algas pretas, vulgarmente conhecidas por patecas, prontamente resolvido com uma "overdose" de co2 subindo os níveis para os 30-40 ppm, o pesadelo das filamentosas surgiu no Ribeiro verde. Estas tem sido controladas com remoção mecânica e uma analise cuidada da fertilização, pois embora as plantas saudáveis digam que não, certamente estarei a enfrentar alguma deficiência, talvez de fosfatos, embora a ausência de green spot assim não o diga... O eterno desafio que alimenta esta frenética procura de perfeição cercada por cinco vidros.




Para ajudar as plantas a triunfar, um grupo de quatro SAES foram adicionados ao quadro vivo, em conjunto com as caridinas fazem um bom trabalho, sempre concentrados na eterna colecta de algas, de alimento e de brincadeira, visto que embora por vezes negligenciado neste aspecto, é um óptimo peixe de cardume, sempre na brincadeira e sempre em grupo.

Fora as tristezas provocadas pelas algas, as podas estão a trabalhar para que o layout pensado seja alcançado. Duas grandes podas já foram efectuadas, quer para moldar, quer para renovar, fortalecer e bifurcar as plantas. Tudo corre pacificamente neste mundo verde!

Domingo, 22 de Julho de 2007

Ribeiro verde - Calha T5

E viva a luz, o sol artificial que alimenta o aquário. Foi sem dúvida o equipamento sobre o qual mais pensei, diversas eram as opções, T8, HQI, T5 as principais.

A partida meti logo as T8 de parte, era algo que já tinha experimentado e a sua eficiência e potencia não ia ao encontro do que queria. Passei para as HQI, soberbas em potencia, mas o facto de limitar em espectros, pois no meu caso apenas iria para um projector, só iria existir uma lâmpada, deixou-me de pé atrás, isto para não falar do calor que emana. Restava a T5, sim é praticamente perfeita, muito eficiente, permite conjugar espectros devido às várias lâmpadas que a calha iria ter, quatro para ser exacto e, por permitir os valores de potencia que queria. E assim foi, a T5 foi eleita vencedora.
Faltava decidir se iria comprar ou construir a calha. Depois de uma pequena analise do mercado, não havia razões para comprar uma calha comercial, para além do dinheiro extra que iria despender, ia perder uma excelente oportunidade de meter mãos à obra, algo que muito me agrada.

Assim sendo, tratei de arranjar quatro lâmpadas T5, 2 Osram HO Lumilux 39w de 6500K e 2 Osram HO Lumilux 39w de 8000K, as primeiras para a parte traseira do aquário, onde as plantas altas são plantadas e as ultimas para a frente, para minimizar o crescimento vertical das plantas rasteiras. Dois balastros electrónicos foram igualmente adquiridos, um por cada duas lâmpadas. Assim é possível construir a calha de forma a ligar cada par de lâmpadas por ordem sequencial.




O esboço mental estava feito, faltava passar o mesmo para o papel para ver o seu verdadeiro efeito. A ideia básica era um perfil pequeno, visto que as lâmpadas assim o permitiam, um estilo muito sóbrio, simples até. Ao meu gosto!




O material escolhido para o corpo da calha foi mdf, material resistente, leve e de baixo custo. Para o isolar, uma ou duas camadas de tapa-poros foi aplicado. De igual modo foi aplicado verniz de cor preta, ideal para ser aplicado em madeiras exteriores. O problema da possível agua estava assim resolvido.

Para os suportes foi usado tubos em aço quadrados e "Ls" de igual material, que depois de cortado e soldado levou tratamento anti-corrosão, por razões óbvias.

Restava o ultimo componente, os reflectores. Analisei novamente o que havia à venda, mas tudo o que vi não me agradava pois queria evitar que as luz das lâmpadas tivesse incidência directa nas lâmpadas vizinhas, algo que o que o comercia me oferecia não permitia. Mais uma vez, com o google como principal aliado, encontrei o esquema de reflectores que prometiam realizar um bom trabalho. Nada como experimentar para ver se era verdade. O material usado foram 2 placas de alumínio polido, que depois de cortado e dobrado vezes sem conta, deu a forma desejada. O resultado muito bom, excelente, fiquei surpreendido.



O tempo despendido na elaboração desta calha foi sensivelmente uma semana, feita com toda a calma do mundo. O resultado foi o esperado, o ego estava em alto e o aquário brilhante!