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A Microsorum pteropus, muito conhecida no Brasil como Samambaia ou Feto de Java, é uma espécie que apresenta algumas variações bem interessantes, todas essas variações são meramente morfológica, ou seja, são todas a mesma espécie, a mesma planta, com aparência mais ou menos distinta, sem caracterizar divisão de novas espécies no gênero. Essa diferenciação morfológica ocorre principalmente por mutações genéticas que a planta sofre naturalmente ou em cultivo, alguma característica que, principalmente, gera interesse comercial. Em cultivo, quando alguma característica isolada acaba se manifestando em uma planta, a planta é isolada e passa a ser reproduzida com o fim de manter essa característica específica em seus descendentes. Vale destacar que, no caso da Microsorum, ela já é convencionalmente descrita como uma planta polimórfica, ou seja, pode apresentar características naturalmente diversas na mesma espécie.
Pode ser uma folha mais fina, uma folha mais longa ou um tom diferenciado na coloração das folhas. São características que, muitas vezes, não durariam na natureza em circunstancias normais da seleção natural. Quando isso ocorre na natureza é geralmente motivado por um isolamento geográfico, aliada à necessidade de adaptação a uma condição do próprio ambiente natural, o que ao longo do tempo irá dar origem a uma nova espécie. É o que fez com que, por exemplo, plantas que existiam no continente formado pela junção do Brasil e África, milhares de anos no passado, dessem origem a plantas de espécies diferentes, evoluindo em ambientes distintos, quando ouve a separação dos continentes.
Os acordos de classificação internacional têm por fim unificar todo o planeta em torno de uma só classificação, o motivo é óbvio: A confusão que seria ter duas ou mais classificações para uma mesma espécie. De forma rápida uma explicação simples, convencionou-se grafar o nome das espécies da seguinte forma: Gênero seguido da identificação da Espécie. No nosso caso temos o Gênero Microsorum e a Espécie Pteropus. A grafia correta também segue uma anotação distinta: O primeiro nome (gênero) com letra maiúscula, o segundo nome (espécie) com letra minúscula, todo o termo grafado em itálico. Temos enfim: Microsorum pteropus como a grafia final. Claro que existem alguns casos especiais e “no entantos“ no meio dessa história, mas este artigo não vai se aprofundar neste tema. Apenas faço a observação de que, nos casos listados a seguir, teremos o termo “var.” seguido de um nome/identificação, “var.” identifica a espécie como sendo uma variação, sendo que o mesmo não será grafado em itálico, não se esqueça disto. Voltando a Microsorum. A espécie e suas variações apresentam parâmetros similares de cultivo: Temperatura: de 18C a 30C pH: de 5 a 8 Hoje nós podemos ter algumas variações muito interessantes de Microsorum pteropus em nossos aquários, algumas ainda mais raras que as outras, mas aqui estão as disponíveis até o momento, naturais e cultivadas, com uma breve descrição da mesma: - Microsorum pteropus – A planta original, que ocorre em toda região tropical da Ásia. Tem folhas que podem chegar a 20cm de comprimento, borda lisa, folha em formato de ponta de lança, ou seja, lanceolada, o padrão das folhas lembra uma chapa de metal martelada. Essa é a mais popular.
- Microsorum pteropus var. Windeløv – Uma das variações que se tornou muito popular, foi obtida nas estufas de cultivo da Tropica, uma empresa européia que opera uma das maiores produção/distribuições de plantas aquáticas do mundo. Suas folhas são peculiarmente ramificadas, o que dá uma aspecto bem distinto a esta espécie. Só para ter idéia da importância da planta, ela é patenteada pela Tropica.
- Microsorum pteropus var. Philippine – A Philippine é morfologicamente muito similar a M. pteropus que todos nós conhecemos, mas tem as folhas mais delgadas e com aspecto martelado mais consistente. É uma espécie um tanto rara no hobby. O nome vem da sua origem em uma ilha das Filipinas. A espécie é tolerante a certos níveis de salinidade.
- Microsorum pteropus var. Red – Muito similar a M. pteropus, suas folhas mais novas, no entanto, apresentam um tom que varia do amarelo ao vermelho/acobreado.
- Microsorum pteropus var. Narrow – Outra espécie que ganhou muita popularidade nos últimos anos, sua característica marcante são as folhas que parecem fitas, daí o levar o nome, ou seja, estreita. Seu crescimento também é diferenciado por formar moitas mais amplas e abertas, devido ao ângulo mais aberto em que suas folhas nascem do rizoma.
- Microsorum pteropus var. Tropica – Similar a M. pteropus, suas folhas apresentam pequenas saliências nas bordas, é como se fosse um meio termo evolutivo entre a M. pteropus e M. pteropus var. Windeløv.
- Microsorum pteropus var. Taiwan – Parecida com a Microsorum pteropus var. Narrow, suas folhas, no entanto, são bem mais finas. Também chamada de “Needle Leaves”, folhas de agulha. Ao que tudo indica esta variedade é a que está a venda no Brasil como M. pteropus var. Narrow.
- Microsorum pteropus var. Undulata – Tem as folhas mais largas que a Microsorum pteropus, suas folhas apresentam ondulações consistentes. Uma espécie também bastante rara.
Para conferir as imagens das espécies listadas acima acesse este link, as imagens estão identificadas com o nome de cada variação. Fotos: Reinaldo Uherara
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